O Dia Mundial da Terceira Idade foi proclamado pelas Nações Unidas como forma de chamar a atenção do Mundo para a situação financeira, social e afectiva em que se vive nessa faixa etária. Apenas uma pequeníssima parcela da população idosa aufere rendimentos suficientes para levar uma existência minimamente aceitável. A maioria, infelizmente, passa bastantes dificuldades, competindo aos filhos suprir as necessidades económicas dos pais quando estes atingem uma idade avançada e, sobretudo, distribuir-lhes carinho idêntico àquele que deles receberam enquanto foram jovens. As crianças, por sua vez, deverão respeitar e valorizar o papel dos avós na vida familiar. Socialmente, nada há mais triste que abandonar idosos em lares, não permitindo a cooperação e a partilha de saber as diferentes gerações. Conta-se que, há muitos anos, numa terra longínqua, sempre que alguém atingia uma idade avançada, o seu filho entregava-lhe um cobertor e abandonava-o num monte, onde ficava a aguardar a morte. Certo dia um idoso, ao chegar a sua vez de ser deixado no referido monte, devolveu o cobertor ao filho, dizendo-lhe: “Fica com ele, assim já terás dois cobertores para te aqueceres quando também chegar a tua vez de vires para aqui”. Só então o filho se apercebeu de tão terrível que era aquele costume e trouxe de volta o pai ao seio familiar.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Restauração da Independência
D. Sebastião, neto de D. João III, tornou-se rei ainda muito jovem. Desejoso de grandes feitos que lhe dessem glória, organizou um exército e partiu para o Norte de África, em 1578. Em Alcácer Quibir, o rei, inexperiente, deixou-se cercar pelos Mouros e, em poucas horas, o exército português foi derrotado e o rei morreu.
O rei morreu sem deixar descendentes, por isso, o trono foi ocupado pelo seu tio-avô, o cardeal D. Henrique, que já tinha muita idade. D. Henrique morreu em 1580, sem conseguir escolher quem lhe sucedesse. Os pretendentes que se apresentaram para ocupar o trono de Portugal eram D. António, prior do Crato, e D. Filipe II de Espanha, netos de D. Manuel.
D. António fez-se aclamar rei em Lisboa, Setúbal, Santarém e outras cidades pelo povo. Como resposta, em finais de 1580, um exército de D. Filipe entrou em Portugal e derrotou facilmente as forças que apoiavam prior do Crato. O rei espanhol convocou cortes em Tomar para que os diferentes grupos sociais reconhecessem o seu poder. Aí foi aclamado rei de Portugal com o nome de D. Filipe I e comprometeu-se a respeitar os interesses, os usos e os costumes do reino. Durante o reinado de D. Filipe I de Portugal, o governante não faltou aos seus compromissos. No entanto, no reinado de D. Filipe II e sobretudo no reinado de D. Filipe III, a situação alterou-se.
A Espanha estava em guerra com vários países e Portugal viu-se envolvido num conflito que não era seu. As terras portuguesas no Oriente, em África e no Brasil foram atacadas por aqueles países e os portugueses foram forçados a combater nos exércitos espanhóis.
A nobreza, descontente, começou a reunir-se em segredo, isto é, a conspirar contra os representantes de D. Filipe III. Os conspiradores conseguiram o apoio do Duque de Bragança D. João, que aceitou ser rei de Portugal se a revolta triunfasse.
No dia 1 de Dezembro de 1640, um grupo de cerca de 40 nobres atacou o palácio real restaurando a independência de Portugal. O Duque de Bragança foi, então, aclamado rei com o título de D. João IV. A notícia da revolta foi bem recebida pelo País.
O rei espanhol não pôde pegar logo em armas para controlar a Revolta de 1640. Como Portugal sabia que ele havia de voltar, D. João teve de preparar a defesa do país formando um exército, comprando ou mandando fabricar armas e construindo fortalezas.
As lutas entre os exércitos português e espanhol iniciaram-se em 1644 e tiveram lugar sobretudo junto à fronteira. Os ataques foram quase sempre iniciados pelos Espanhóis, tendo-se os Portugueses comportado como defensores. As lutas prolongaram-se para além da morte de D. João IV. Em 1668 foi assinado o tratado de paz e reconhecida a independência de Portugal por Espanha.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A Origem do Carnaval
O Carnaval começa no princípio da nossa civilização e remonta à antiga Suméria e Egipto, na origem dos rituais, estão as celebrações da fertilidade e das colheitas nas primeiras lavouras, às margens do rio Nilo, há mais de seis mil anos atrás.
Na Grécia Antiga, as celebrações faziam-se em homenagem a Dionísio, deus do vinho, da cultura e da transformação. Segundo a mitologia, Dionísio foi expulso do Monte Olimpo e sempre que regressava à Grécia nos primeiros dias da Primavera era saudado pelos seus fiéis com danças exóticas e muitas bebidas.Na Roma Antiga, a festa era celebra da nas ruas pelas sacerdotisas que adoravam Dionísio. As sacerdotisas dançavam e gritavam por toda a cidade, provocando a desordem que contagiava as pessoas que passavam nas ruas. Mais tarde, as Saturnálias, em homenagem ao deus Saturno, celebravam a liberdade e a igualdade entre os homens.
Foi na Idade Média que surgiu a palavra “Carnaval” que para uns, deriva de “carrum navalis”, que eram os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C., mas para outros, a palavra surgiu quando Gregório, o Grande, 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que procede a Páscoa. Ao sétimo Domingo, denominado de “quinquagésimo” deu-se o nome de “Dominica ad carne levandas”, expressão que seria sucessivamente abreviada para “carne levandas”, “carne levale”, “carne levamen”, “carneval” e “Carnaval”. Todas estas variantes são de dialectos italianos e significam acção de tirar, que quer dizer: “retirar a carne” e refere-se à proibição religiosa do consumo de carne durante os quarenta dias que dura a Quaresma.
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