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terça-feira, 24 de agosto de 2010

A cobra-de-capuz

A cobra-de-capuz (Macroprotodon brevis) mede, no máximo, 65 cm, é uma espécie não vulnerável e, em Portugal, é uma das cobras mais raras e menos conhecidas, vivendo em matagais, montados e zonas rochosas.
É uma espécie de serpente opistoglifa, que produz um veneno neurotóxico mas dada a posição recuada das presas nas maxilas não é, em condições normais, perigosa para o homem.
É uma espécie de hábitos essencialmente crepusculares e nocturnos, refugiando-se de dia sob as pedras edifícios em ruínas ou tocas de outros animais.
Alimenta-se principalmente de micromamíferos e pequenos lagartos, muitas das espécies subterrâneas, pelo que se admite que seja de hábitos fossadores.
As posturas, constituídas por 2 a 7 ovos, ocorrem em Junho ou Julho. Dois meses depois nascem os jovens.

Bibliografia:

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A cobra-de-água-de-colar

A cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix) mede entre 100 a 120 centímetros, podendo atingir os 200 cm, é uma espécie não ameaçada e vive, em condições naturais, à volta de 19 anos. Em Portugal, está presente em quase todo o território.
É uma cobra de cabeça larga e bem definida e focinho arredondado. Possui escamas dorsais fortemente carenadas. A coloração dorsal é variável, podendo ir desde o acinzentado ao verde oliváceo e ao acastanhado. No dorso é frequente a existência de um desenho constituído por pequenas manchas escuras, dispersas irregularmente. Na região ventral é esbranquiçada ou acinzentada, com manchas quadrangulares escuras.
Habita uma grande variedade de biótopos, ocorrendo quase sempre junto a cursos de água, lagoas ou charcos, preferencialmente em bosques, zonas agrícolas e matagais. Pode encontrar-se também em águas salobras.
É uma espécie de hábitos essencialmente diurnos que pode exibir também actividade crepuscular e nocturna, sobretudo durante os meses mais quentes. Desenvolve a sua actividade tanto em meio aquático como em meio terrestre. É ágil, veloz e excelente nadadora.
A sua reprodução ocorre sobretudo durante a Primavera e o Outono. Os acasalamentos têm lugar entre Abril e Maio, embora possam ocorrer também entre o final do Verão e o Outono. As fêmeas depositam 6 a 70 ovos, entre Junho e Julho, em geral debaixo de troncos de madeira, montes de estrume e em buracos naturais. Em alguns casos, a postura é comunal, podendo-se observar num mesmo local centenas de ovos, por vezes misturados com ovos da cobra-de-água-viperina.
A sua alimentação é constituída essencialmente por invertebrados, anfíbios (larvas e adultos) e peixes. Ocasionalmente inclui também na dieta micromamíferos e répteis.

Bibliografia:

A cobra-de-água-viperina

A cobra-de-água-viperina (Natrix maura) mede entre 60 a 70 centímetros, chegando no máximo aos 130 cm, é uma espécie não ameaçada e vive, em condições normais, cerca de 20 anos. Em Portugal, está presente em todo o território.
É uma cobra de tamanho mediano, com uma cabeça bem diferenciada do resto do corpo, e o focinho curto e arredondado. Apresenta um corpo cilíndrico, coberto dorsalmente por escamas carenadas. Tem um padrão de coloração dorsal muito variável, podendo apresentar uma cor de fundo acastanhada, amarelada, esverdeada ou acinzentada. Sobre este fundo possui uma série de manchas acastanhadas ou negras, que alternam na região médio-dorsal, formando um zigue-zague ou uma série de bandas transversais. Na cabeça, destacam-se uma ou duas manchas escuras em forma de V invertido. Apresenta um ventre de cor esbranquiçada, amarelada ou avermelhada, com manchas negras quadrangulares.
Encontra-se associada a habitats aquáticos, habitando principalmente junto de lagos, charcos, represas, pântanos, barragens e cursos de água.
É activa tanto de dia como de noite, e evita o excesso de insolação permanecendo dentro de água ou entre a vegetação das margens. Por norma, a actividade desta cobra é interrompida nos meses mais frios. A sua actividade pode desenvolver-se tanto em meio terrestre como em meio aquático, sendo esta uma espécie mais aquática, o que a torna menos ágil e veloz em terra. Trepa com relativa facilidade por arbustos e rochas. Pode frequentemente ser avistada a aquecer-se sobre pedras nas proximidades da água ou semi-submersas.
Existem normalmente duas épocas de reprodução nesta espécie, uma na Primavera e outra no Outono. No entanto, geralmente não se verifica qualquer postura neste último período pelo que os ovos resultantes da fecundação outonal são postos apenas na Primavera seguinte. O número de ovos é bastante variável, podendo ir desde 4 até 32. São depositados normalmente nas proximidades da água, sob pedras, entre as raízes de arbustos ou entre restos vegetais em decomposição que, ao fermentarem, produzem o calor necessário à incubação. Por vezes várias fêmeas elegem o mesmo local para realizarem a postura, pelo que, transcorrido o período de incubação, se produzem nascimentos massivos. Após o nascimento, os juvenis recém eclodidos procuram imediatamente a água.
A sua dieta é constituída por larvas e adultos de todo o tipo de anfíbios, bem como por um grande número de peixes pequenos, tanto de água doce como salobra. Esporadicamente capturam alguns micromamíferos e répteis. Sem qualquer tipo de veneno, engole as presas de uma assentada, morrendo estas por asfixia, já no interior do estômago.

Bibliografia:

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A cobra-rateira

A cobra-de-escada (Malpolon monspessulanus) mede entre os 160 e os 230 metros, é uma espécie não ameaçada e vive acima dos 25 anos. Em Portugal está presente em todo o território.
É o maior dos ofídios ibéricos, com cabeça relativamente estreita e pontiaguda, com escamas supraoculares proeminentes. Os olhos são grandes o que emprestam a esta cobra uma expressão de certa ferocidade, a zona entre o olho e o orifício nasal é habitualmente deprimida. A coloração dorsal é bastante variada, sendo alguns exemplares praticamente uniformes, enquanto outros apresentam manchas escuras dispersas ou mesmo formando listas. A cor predominante nos adultos é o verde oliváceo, com variações que vão até ao castanho acinzentado. A região ventral apresenta uma coloração amarelada, frequentemente com manchas escuras.
Ocupa uma grande variedade de habitats, incluindo zonas de matos, áreas pedregosas abertas, bosques de carvalhos e sobreiros, estepes cerealíferas, zonas agrícolas, pinhais arenosos, ruínas e jardins.
É uma espécie eminentemente diurna, mas nos períodos mais quentes do Verão adopta uma actividade predominantemente crepuscular. Bastante ágil, trepa com facilidade às árvores para se aquecer ao sol ou para se alimentar. Excelente nadadora, pode por vezes observar-se a atravessar massas aquáticas de dimensões consideráveis, seja para fugir ou para caçar.
A época de reprodução inicia-se na Primavera. As cópulas ocorrem entre Maio e Junho, e um mês mais tarde a fêmea deposita entre 4 a 20 ovos debaixo de manta morta ou de pedras, ou em tocas de coelho ou de micromamíferos. O período de incubação dura cerca de dois meses.
A sua dieta varia com a idade. Os juvenis são inicialmente insectívoros, passando em seguida as capturar lagartixas. Posteriormente, incluem na dieta outras cobras, pequenos roedores e crias de aves. Os grandes exemplares alimentam-se também de juvenis de coelho-bravo e sardões adultos.

Bibliografia:

A cobra-de-escada

A cobra-de-escada (elaphe scalaris) mede aproximadamente 150 centímetros, podendo atingir os duzentos. É uma espécie não ameaçada e que vive aproximadamente dezanove anos. Em Portugal está presente em todo o território.
É uma cobra robusta e de grande tamanho. Com uma cabeça larga, bem diferenciada do resto do corpo, com focinho pontiagudo e proeminente relativamente à mandíbula inferior. Possui olhos pequenos, com pupila arredondada e íris de cor castanho-escuro. O seu dorso apresenta duas linhas escuras longitudinais, sobre uma coloração de fundo acastanhada, amarelada ou ligeiramente rosada. Apresenta pequenas manchas escuras na cabeça e na zona de sutura das escamas labiais, e possui frequentemente uma banda escura desde a parte posterior do olho até à comissura da boca. Na zona ventral, apresenta tons esbranquiçados, acinzentados ou amarelados, sobre os quais podem aparecer manchas escuras.
Habita numa grande variedade de biótipos, existindo preferencialmente em áreas secas e expostas. Encontram-se em zonas de matos, clareiras de bosques caducifólios ou de pinhais, e campos agrícolas, podendo existir também em meios rurais e urbanos, sobretudo em muros de pedra, ruínas ou telhados de habitações.
É uma espécie de hábitos essencialmente diurnos, mas durante os meses mais quentes pode exibir também alguma actividade crepuscular e nocturna, sobretudo em busca de alimento ou de um par para acasalar. Passa por um período de inactividade invernal. Extremamente voraz, ao encontrar um ninho de roedores é capaz de engolir um deles enquanto mantém mais duas ou três crias semi-estranguladas com o corpo, as quais engole de seguida, uma a uma, com inusitada rapidez.
A sua reprodução ocorre desde o final da Primavera até meados do Verão. A agressividade da espécie pode ser observada também durante o acasalamento, pois em certas ocasiões, no acto da cópula, o macho chega a morder a fêmea no dorso. As fêmeas depositam entre 4 a 24 ovos, normalmente debaixo de pedras, em tocas abandonadas de micromamíferos ou em buracos por si cavados.
A sua dieta baseia-se no consumo de micromamíferos, diversos répteis (sobretudo a lagartixa-mato-comum, a lagartixa-de-dedos-dentados e o sardão), juvenis de coelho-bravo e lebre e várias aves, destacando-se neste caso a sua acção predadora sobre os ninhos.

Bibliografia:

A cobra-lisa-bordalesa


A cobra-lisa-bordalesa (coronella girondica) mede aproximadamente 70 centímetros, é uma espécie não ameaçada e, em Portugal, existe em praticamente todo o território, embora em núcleos populacionais fragmentados. Habita essencialmente em locais semi-áridos e rochosos.
É um animal grácil e delicado, de pequeno tamanho. Tem uma cabeça pequena, mas bem diferenciada do corpo, onde possui uma banda escura entre o olho e a comissura bucal. Na região posterior à cabeça apresenta uma mancha mais escura em forma de U, com a convexidade virada para a cauda. Possui um focinho proeminente e arredondado na extremidade. A coloração dorsal é geralmente acastanhada, com manchas ou barras mais escuras dispersas por todo o dorso. Na zona ventral é esbranquiçada ou amarelada, por vezes mesmo alaranjada, podendo apresentar pequenas manchas escuras.
É uma cobra de hábitos essencialmente crepusculares e nocturnos, embora possa ser observada em actividade durante o dia, especialmente com tempo nublado e principalmente às primeiras horas da manhã, altura que aproveita para se aquecer ao sol. Quando a temperatura aumenta, regressa ao seu refúgio, normalmente bem aquecido pelo sol, e passa o resto do dia escondida, aguardando o cair da noite para iniciar a sua actividade de caça. É uma cobra tímida, dócil e de movimentos normalmente lentos. Após a ingestão de alimentos mostra-se particularmente passiva, podendo nessa altura ser observada calmamente ao sol, a fazer a digestão. O seu período de hibernação está compreendido entre Outubro e Março, onde se refugia em cavidades naturais, nomeadamente fendas de pedras e raízes de árvores e arbustos.
Trata-se de uma espécie ovípara. Acasala normalmente entre Maio e Junho e as posturas, habitualmente entre 5 e 10 ovos, ocorrem em Julho. A incubação dura cerca de mês e meio a dois meses e os ovos são alongados, lisos e esbranquiçados.
A sua dieta consiste, essencialmente, em lagartos, osgas, cobras-de-pernas e pequenas cobras.
São predadas por rapinas, outras cobras, javalis e pequenos carnívoros.
É uma espécie pacífica cuja mordedura é rara e inofensiva. O seu principal meio de defesa é a libertação de uma substância de cheiro desagradável que expele pela cloaca.

Bibliografia:

sábado, 31 de julho de 2010

A cobra-lisa-austríaca

A Cobra-lisa-austríaca (Coronella austriaca) mede entre 50 a 60 centímetros, é uma espécie vulnerável e, em Portugal, existe sobretudo nas regiões montanhosas do Norte e Centro.
É uma cobra pequena de corpo cilíndrico. Tem uma cabeça pequena, pouco diferenciada do corpo, com um focinho proeminente, de extremidade pontiaguda. Tem olhos pequenos com pupila redonda. A escama rostral é triangular e penetra claramente entre as internasais. Apresenta uma linha escura sobre a comissura labial, que se estende desde o orifício nasal até ao pescoço. Na região posterior da cabeça apresenta uma mancha escura em forma de U, com convexidade virada para a cauda. A coloração de fundo é castanha ou cinzenta, às vezes com tons esverdeados, sobre a qual se destaca uma série de manchas escuras de tamanho variável. Nos flancos pode também apresentar manchas escuras. O ventre é cinzento-escuro ou negro uniforme, podendo, às vezes, apresentar pequenas manchas esbranquiçadas ou amarelas de cada lado das escamas ventrais.
 Habita principalmente em zonas montanhosas, em locais frescos e húmidos. Prefere áreas de matos com rochedos e orlas de bosques, podendo, contudo, aparecer numa enorme variedade de habitats.
É uma espécie de hábitos essencialmente diurnos, embora nos períodos mais quentes se refugie nos matos, encontrando-se activa apenas ao entardecer. O seu período de hibernação está compreendido entre Outubro e Março, podendo variar consoante o clima. No Inverno, refugia-se em cavidades naturais, nomeadamente fendas de pedras e raízes de árvores e arbustos.
Apresenta dois períodos reprodutores, o primeiro logo após a hibernação,entre Março e Maio, e o segundo entre Setembro e Outubro. O período de gestação dura cerca de três meses e, uma vez que se trata de uma espécie ovovivípara, as crias (frequentemente, de três a sete) desenvolvem-se no interior da progenitora e ao nascer rompem a membrana ovular que as envolve.
Trata-se de uma espécie oportunista que pode caçar tanto à superfície como debaixo de terra. A dieta dos adultos consiste, essencialmente, em lagartixas, juvenis de sardão e de lagarto-de-água, licranços e ofícios de pequeno tamanho, entre os quais se incluem pequenas víboras e exemplares da sua própria espécie. Além disso, na sua dieta incluem-se, também, micro-mamíferos, ovos de répteis e, mais raramente, crias de aves.

Bibliografia:

sábado, 17 de julho de 2010

A Cobra-de-Ferradura


A cobra-ferradura (Coluber hippocrepis) é uma serpente da família dos colubrídeos. O seu nome é devido a uma mancha escura, em forma de ferradura, localizada na zona posterior da cabeça.
A cabeça é bem delimitada do corpo. Além da parte posterior da cabeça exibir uma mancha escura em forma de ferradura, também apresenta uma tonalidade clara, entre amarelada e esbranquiçada com uma série contínua de manchas arredondadas de cor escura. A pupila é redonda. Apresenta uma fiada de escamas (entre três e quatro) entre os olhos e as supra labiais. Comparadas com os machos, as fêmeas, em geral, têm maior número de escamas ventrais. O seu comprimento varia entre oitenta e cento e cinquenta centímetros.
É uma espécie ágil,agressiva e trepadora. Tem hábitos diurnos, passando por um período de inactividade entre Novembro e Março. Alimenta-se de roedores, osgas, sardões e aves. São presas das aves rapinas e dos sacarrabos. Quando está em perigo, enrosca-se, dilata a cabeça, emite sons e pode morder. É, no etanto, inofensiva para o homem pois é aglifa (sem dentes inoculares de veneno). É essencialmente terrestre, mas pode, no entanto, subir a árvores e arbustos. Está associada a locais secos e pedregosos e pode ser encontrada em zonas urbanas.
É uma espécie ovípara. Reproduz-se durante a Primavera e o início do Verão. As posturas são formadas por quatro a onze ovos e têm lugar frequentemebte em Julho. As fêmeas depositam os ovos debaixo de troncos em decomposição e em tocas abandonadas. A incubação demora entre seis a oito semanas.

Bibliografia:

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Víbora-de-Seoane

A Víbora de Seoane (Vipera seoanei) é uma espécie de cobra da família Viperidae.

Espécie endémica do norte da Península Ibérica, restringe-se em Portugal às serras de Castro Laboreiro, Soajo e Tourém. Atinge 50–60 cm. Essencialmente diurna, pode ser nocturna nos meses quentes. O seu veneno pode causar edema, eritema, taquicardia, hipotensão, vómitos e convulsões, efeitos semelhantes aos da víbora-cornuda. Alimenta-se de micro-mamíferos, lagartos, anfíbios e aves.

Bibliografia:

sábado, 26 de junho de 2010

A Víbora-Cornuda



Esta espécie pode ser encontrada na Península Ibérica e no Noroeste do continente africano, junto ao Mediterrâneo.
Em Portugal pode ser encontrada em praticamente todo o território, mas habita, de preferência, nas terras mais altas ou nas serras. É a cobra mais venenosa em Portugal, das duas venenosas que existem.
É um animal difícil de encontrar, a não ser por mero acaso, pelo que, quando isso acontece, o avistamento é muito próximo, o que torna a situação pouco agradável. Não pelo seu tamanho, que é de cerca de 70 cm, o que as ajuda na camuflagem, mas sobretudo por ser venenosa.  
A sua cabeça, como acontece com as restantes víboras, tem uma forma triangular característica. A sua cor é cinzenta azulada, e possui no dorso uma mancha mais escura, em zig-zag, ao longo de todo o corpo.
Os livros científicos sobre répteis e anfíbios são claros: as víboras-cornudas não atacam por iniciativa própria e só o fazem se se sentirem ameaçadas.
Porém, o facto de não terem um veneno letal não significa que estas serpentes não sejam perigosas. As mazelas da mordedura de uma víbora-cornuda podem ficar para toda a vida e não há qualquer antídoto para o veneno destes animais. Além disso, os idosos e as crianças podem mesmo sucumbir a um ataque, por não resistirem aos efeitos do veneno no metabolismo.
No entanto, se os ataques das víboras-cornudas não são mortais para os humanos, o inverso não acontece. Uma das principais ameaças que estas espécies enfrentam é a constante perseguição por parte do Homem. As são sempre vistas como um animal ameaçador e por isso, assim que são detectadas passam a estar em perigo.
Outro flagelo que esta espécie enfrenta é a destruição de habitats, por sinal, também provocada pelo Homem. Por outro lado, o facto de, em Portugal, as espécies estarem muito fragmentadas geograficamente não facilita a sua sobrevivência.
O Parque Natural de Montesinho ou a serra da Estrela são locais onde o encontro imediato com estas serpentes pode acontecer. O truque é não fazer movimentos bruscos e acima de tudo não tentar a aproximação, pois a víbora retrai-se e foge.
Apesar de serem um alvo a abater por parte dos humanos, as víboras-cornudas têm um papel importante no ecossistema português, pois ajudam a controlar as populações de roedores e permitem a existência de determinados tipos de águias. Porém, o único reconhecimento da população a estes animais deu-se numa aldeia transmontana que, ainda hoje tem o nome de "Campo de Víboras".
Se encontrar alguma, não se aproxime, ela vai tentar fugir rapidamente. No entanto, se for mordido por uma destas cobras, não corra e tente ficar calmo, para evitar que o veneno se espalhe e procure imediatamente um hospital, principalmente se a vítima for uma criança, um idoso ou alguém com doenças crónicas. Os sintomas mais frequentes provocados pelo veneno desta espécie são dores agudas e inchaço forte. Ao chegar ao hospital, tente descrever a cobra, para o médico poder fazer o tratamento necessário com antídotos, de forma a que a vida da vítima não seja posta em perigo, nem fiquem lesões graves para o resto da vida.
Em Portugal, existe ainda a ideia que não existem cobras venenosas no nosso país. Nada mais errado, o que não existe são cobras com venenos muito tóxicos, o que é significativamente diferente.
Importante mesmo é que esta espécie faz parte da fauna portuguesa e a sua existência é muito importante no combate aos pequenos roedores.



Bibliografia: