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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A lagartixa-do-mato

A lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) mede 9 cm (contando apenas a cabeça e o corpo), podendo chegar aos 30. É uma espécie não ameaçada e vive entre 5 a 7 anos. Em Portugal encontra-se praticamente em todo o país, com excepção de uma pequena área do litoral Norte.
É uma lagartixa de tamanho médio, tendo uma cabeça alta e de aspecto robusto. As escamas dorsais são imbricadas, pontiagudas na extremidade e com uma quilha ou carena central bem evidente. A sua identificação também é fácil através do padrão de coloração, pelo menos nos exemplares mais típicos, em que o dorso é castanho, com duas linhas laterais esbranquiçadas que se juntam ao nível dos membros posteriores. A região ventral é normalmente esbranquiçada, com tons avermelhados ou alaranjados na parte posterior do corpo, em especial na zona de inserção da cauda.
Pode viver numa grande diversidade de habitats, encontrando-se, em particular, associado a pinhais com solo arenoso e a locais com cobertura arbustiva mais ou menos densa.
É uma espécie de actividade sobretudo diurna, é extremamente ágil e possui notáveis capacidades trepadoras. Muito termófila, só se retira para o seu abrigo quando desaparecem os últimos raios solares. Sempre vigilantes, ao ouvirem um ruído estranho imobilizam-se completamente, podendo permanecer nessa posição durante algum tempo. Todavia, se nos aproximamos fogem a grande velocidade, refugiando-se nos matos ou trepando por arbustos e árvores.
A época de reprodução estende-se de Abril a Julho. O macho, engalanado com as suas melhores cores (das quais sobressai o vermelho), presta-se então aos jogos amorosos, nos quais abundam as corridas atrás das fêmeas e as pequenas dentadas, sobretudo nos membros, cabeça e cauda destas. Como consequência, muitas vezes a cauda das fêmeas acaba amputada. Após algumas perseguições, finalmente, com uma dentada no baixo ventre, o macho imobiliza a sua eleita e consuma rapidamente a cópula. Normalmente a duração desta não se prolonga por mais do que alguns minutos. É uma espécie ovípara, podendo efectuar várias posturas (até três) por temporada.
Esta lagartixa alimenta-se principalmente de invertebrados de pequeno tamanho, entre os quais, aranhas, escaravelhos, gafanhotos e formigas.

Bibliografia:

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Anexo: Dentição das Serpentes

Aqui está uma tabela os as diferentes dentições das serpentes. A sua tabela apresenta um tipo de dentição que não existe em nenhuma espécie de cobra em Portugal.

Dentição das Serpentes
Aglifas
Opistoglifas
Solenoglifas
(a = ausência + glyphé = sulco)
(opisthos = atrás)
(soleno = canal)
1
2
3
Não apresenta dentes com especialização para a inoculação de veneno.
Não apresenta dentes com especialização para a inoculação de veneno.
O dente anterior é oco, formando um canal por onde irá escorrer o veneno. O osso da maxila é bastante móvel, o que permite ao dente anterior deslocar-se para frente e para trás, com isso a injecção do veneno será mais precisa.


















proteróglifas
(protero = dianteiro)
4
O dente com sulco localiza-se na parte anterior da boca.





1. Aglifa



2. Opistoglifa







3. Solenoglifa














4. Proteróglifa

Bibliografia:

Anexo: Chave de Identificação de Alguns Répteis

Esta tabela apresenta apenas algumas serpentes existentes a outros répteis. Mas esse será o próximo tema a ser falado neste blogue. Esta tabela serve apenas para ajudar a identificar serpentes quando são encontradas inesperadamente.

Chave de Identificação de Serpentes e Répteis Serpentiformes
1.
Corpo pequeno em forma de minhoca, subdividido em anéis bem distintos.
Cobra-cega
Corpo diferente.
2
2.
Dorso de coloração mais ou menos uniforme ou com manchas não formando um desenho regular e bem individualizado.
3
Dorso com manchas, listas ou faixas formando um padrão regular
7
3.
Dorso com coloração uniforme, com pequenas manchas escuras mais ou menos dispersas. Sem faixa escura atrás do olho.
4
Dorso com numerosas manchas escuras, dispersas ou agrupadas em faixas transversais irregulares. Faixa escura atrás do olho.
6
4.
Pescoço com colar branco-amarelado, bordejado de negro.
Cobra-de-água-de-colar (jovem)
Animal sem colar.
5
5.
Cobra grande com cristas salientes por cima e por baixo dos olhos.
Cobra-rateira
Cobra de tamanho médio sem cristas salientes em volta dos olhos.
Cobra-de-água-de-colar
6.
Colar escuro em volta do pescoço. Sem faixa escura entre os olhos.
Cobra-de-capuz
Sem colar em volta do pescoço mas com faixa escura entre os olhos.
Cobra-bordalesa
7.
Animal com patas reduzidas.
8
Animal desprovido de patas.
9
8.
Dorso com 9 ou mais listas longitudinais escuras. Patas com 3 dedos.
Fura-pastos-grande
Dorso com 3 listas longitudinais escuras. Patas com 5 dedos.
Fura-pastos-ibérico
9.
Cobra grande com 2 listas longitudinais escuras e estreitas no dorso.
Cobra-riscada
Cobra diferente.
10
10.
Cobra com faixas transversais escuras alternadas no dorso.
Cobra-riscada (jovem)
Cobra diferente.
11
11.
Dorso com manchas centrais maiores, dispostas separadamente ao longo da linha média.
12
Dorso com manchas centrais formando uma faixa longitudinal mais ou menos contínua, ondulada ou em ziguezague.
13
12.
Mancha escura em forma de V invertido por cima do pescoço.
Cobra-de-ferradura
Sem mancha em forma de V na parte posterior da cabeça.
Cobra-rateira (jovem)
13.
Focinho não pontiagudo. Com 1 a 2 manchas em forma de V invertido na parte posterior da cabeça.
Cobra-de-água-viperina
Focinho pontiagudo, com um “chifre” bem distinto. Sem manchas em forma de V no pescoço.
Víbora-cornuda

 Bibliografia:

http://www.almargem.org/images/articles/117/Serpentes.pdf